Estrela começa a brilhar cedo!
Isso só pode ser um anão!
Vi no Itubaína Rádio Retrô
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Com o tempo a gente acostuma…
Esse negócio de futebol no Brasil é muito chato pra quem não gosta, viu. Nada é como antigamente. Falamos mal, na época em que a seleção jogava com Bebeto e Romário no ataque, quando o capitão era o Dunga, hoje que o Dunga é o técnico, preferíamos que fossem eles os titulares da seleção.
Eu, sinceramente, não entendo muito de futebol, digo quanto a quem joga melhor que quem, quem é o mais sei-lá-o-que, mas torcemos juntos quando é a seleção que joga.
O problema é que o tempo passou, ficamos cada vez mais exigentes. Veja você, hoje em dia não basta só fazer gol ou só fazer bonito, tem mesmo é que ganhar. Antes tudo era muito maior.
Não se usa mais a expressão “um zilão”, tampouco “um quinqualhão”. Eu lembro que um quinqualhão de bolinhas de gude não cabia se quer dentro de uma caixa aonde veio à máquina de lavar da minha mãe. Um zilão era tanto dinheiro que, se eu tivesse, compraria uma ilha no Triangulo das Bermudas!
Hoje não é mais assim. Um quinqualhão de trabalhos é executado em menos de oito horas de serviço. Um zilão de reais não dá pra pagar nem uma viagem pra Natal.
O Atari 2600 era um vídeo-game de verdade! Jogava por horas e horas a fio, river raid até achegar na parte fina, enduro até ganhar quatro bandeiradas, hero até encontrar o cara perdido por várias vezes… Curioso, me lembro que meu primo mais velho dizia que o hero, quando encontrava aquele sujeito no final, lhe contava um segredo. Será?
O joystick tinha uma alavanca e um botão, um botão! Isso sim é simplicidade. Mais simples que Atari só mesmo elevador.
Agora tem o Wii, que você corre, pula rebola e pode fazer tudo isso pelado. Os vídeo-games são extremamente sofisticados. Se meu pai já não jogava o Atari, quem dirá um Xbox360 com 12 botões. É guitarra, bateria, contrabaixo tudo conectado no game. Tem gente que até acha que pode tocar guitarra treinando no guitar hero.
Antes, pegávamos caixotes sujos e velhos de noite no sacolão, para fazer fogueira na praça, assar batatas, contar piadas etc. A última vez que fizemos isso há uns treze anos atrás, uns vagabundos roubaram nosso suco e batatas, mandou a gente sair correndo e mijaram na fogueira pra acabar com a alegria. Tenho medo do que meu filho vai ver quando for adolescente.
Ô mundinho complicado!
Agora o sacolão trabalha somente com caixas de plástico ou qualquer derivado de petróleo, que seja. As batatas custam caro, e o suco do tipo que já vem adoçado ou não precisa adicionar açúcar custa uma fortuna. Sem falar nos marginais periféricos que rondam nossa casa com maior freqüência, digo, nos dias de hoje.
Faz algum tempo que eu desenhava fundos de tela e capas de trabalhos no paint do Windows, e redigia meus trabalhos no wordpad, se bem que isso foi muito depois d’eu aprender a trabalhar no EDIT. Eu usei o 3.11 também!
Zerei Doom e passei a instalação do jogo, ARJiada, em cinco disquetes 3 ½ para um amigo e a instalação do Win3.11 em 32 discos de 5 ¼ . Bons discos, bons tempos. Só não podia ficar no sol… Nem molhar, pegar chuva, vento, fumaça, imã… Enfim, nada disso, mas era muito útil sim!
Tudo mudou, mudou de mais! Doom agora exige 1Gb de processamento, 1Gb de memória, Windows XP service pack 2 (Edição atualizada 1.25.48.65.0), instala e roda por CD, dá pau demais! Desenho agora no Photoshop, Adobe, muito bom, mas tem horas que traaaaaaaavaaa… Saco! É pesado pra chuchu. O Corel Paw, nem se fala. Word atualmente salva até o arquivo que você não salvou, corrige o que está certo e ignora seus erros ortográficos, mas ainda visualiza páginas de ponta-cabeça e faz tabelas de referência cruzada seja lá o que isso significa. A única coisa inútil que o Word tem é o Clip, aquele ajudante imundo que não ajuda em nada. O Word é o único programa que quando você aperta F1 sabe que não vai ser ajudado. Aliás, se você usa softwares da Microsoft F1 tem que significar unicamente Fórmula Um pra você, apenas isso. Ta, vai. Não é só um problema da MS. Dia desses tentei usar um software para cegos, apertei F1 e tentei navegar pelo teclado, é impossível! Sem falar que o leitor de tela é fanho, putz…
É. Estou ficando velho…

